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Operação Strike detém 2.532 pessoas em SP; ao menos 3 são policiais
15/6/2007
A Polícia Civil de São Paulo concluiu a Operação Strike realizada das 6h às 17h desta quinta-feira com 2.532 pessoas detidas --entre 160 com menos de 18 anos de idade e serão encaminhados à Fundação Casa (antiga Febem) e outros 1.105 procurados pela Justiça. Segundo o secretário Estadual de Segurança Pública, Ronaldo Marzagão, ao menos três são policiais militares. O balanço divulgado no início desta noite dá conta que 1.267 pessoas foram presas durante a ação, no entanto, como cometeram crimes de menor potencial ofensivo, grande parte do total poderá ser liberada ainda hoje com o pagamento de fiança. Os outros 1.105 detidos permanecerão presos pois eram pessoas que haviam fugido das cadeias onde estavam ou já eram alvos de mandados já expedidos e não cumpridos até hoje. O mesmo ocorreu em março deste ano, após uma megaoperação realizada também em todo Estado, em que foram detidas 1.675 pessoas e liberadas cerca de 700 após prestarem depoimento e assinarem um termo no qual se comprometeram a se apresentar à Justiça durante o processo. Entre aqueles que eram procurados estão três homens que participaram de um assalto no final de fevereiro deste ano, que deixou a adolescente Priscila Aprígio da Silva, 13, atingida por uma bala perdida durante assalto a uma agência do banco Itaú na avenida Ibirapuera (zona sul). A garota ficou paraplégica e parte do bando acusado pelo crime estava foragido. Um vigia do banco e dois homens apontados como autores do assalto foram detidos hoje. Uma quadrilha responsável por roubo de combustíveis em Bauru (343 km de SP) também foi detida na operação. A ação vinha sendo arquitetada há pelo menos dois meses e os mandados foram expedidos nos últimos três meses, segundo o secretário. Estiveram envolvidos 18.200 homens, mais da metade de todo efetivo atuante no Estado de São Paulo, estimado em cerca de 35 mil policiais civis. Marzagão e o delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Mário Jordão Toledo Leme, não pouparam elogios a si mesmos e ao efetivo sob suas tutelas durante a entrevista coletiva realizada no início da noite desta quinta-feira. "A idéia é dar tranqüilidade ao cidadão porque essas pessoas recapturadas são pessoas que assaltavam e praticavam crimes dos mais variados", disse Marzagão. "É uma demonstração para a população que a polícia do Estado de São Paulo consegue cumprir mais de 1.600 mandados de busca e apreensão", afirmou Leme. Por outro lado, o delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo minimizou o fato de haver policiais entre os presos. "Era uns três ou quatro que cometeram crimes como roubos", afirmou. Ele não divulgou o nome dos policiais presos, quais corporações eles pertencem e nem os crimes que cometeram. A assessoria de imprensa da pasta informou, entretanto, que todos são policiais militares, um deles, inclusive, foi preso por emprestar sua farda para pessoas que praticavam roubos de cargas e residências. Arapongas Na operação foram apreendidos ainda 1.205 carros. Um deles, uma van, foi apreendida em Bauru. Ela estava equipada com modernos aparelhos para realizar escutas. Ela pertence a um detetive particular de São Paulo que fazia parte do grupo de detetives que exerciam a atividade de forma ilegal e quebravam sigilos telefônicos e bancários, segundo a polícia. A investigação deste caso teve início em janeiro. No total eram 15 os mandados expedidos contra esses arapongas, mas um deles não foi localizado hoje e portanto 14 foram presos. O veículo será enviado para São Paulo para passar por perícia. "É um sistema de grampo sofisticado", afirmou Leme. As investigações dão conta que o grupo fazia, inicialmente, investigações particulares em casos de matrimônio, e, com o passar do tempo, passaram a realizar espionagem industrial. Entre os presos está um gerente de um agência do banco Sudameris no interior, que contribuía com o grupo. Computadores foram apreendidos e seu conteúdo será avaliado. Saldo A operação Strike resultou ainda na apreensão de 2.967 máquinas de vídeo-pôquer e caça-níqueis, além de 11 bingos fechados. Outros 124 estabelecimentos comerciais foram interditados e lacrados. Desse total, 25 eram hotéis do interior que exploravam a prostituição infantil. Os homens cumpriram ainda outros 1.736 mandados de busca e apreensão. Foram apreendidos 519.635 objetos e 53.401 pessoas foram abordadas. Ao todo 180 armas foram apreendidas, em sua maioria pistolas e revólveres. Outros 106,06 kg de drogas foram apreendidos, segundo o balanço das 11 horas de operação.
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