Deve ser conhecida em 2 de junho a decisão sobre o afastamento e vitaliciamento do promotor Thales Ferri Schoedl, acusado de matar um jovem e ferir outro em 2004, na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, litoral norte de São Paulo. O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) se reuniu nesta segunda-feira para decidir o mérito do caso, mas alguns conselheiros pediram vista do processo e a decisão acabou sendo adiada.
O Conselho é responsável pelo controle externo do Ministério Público. O relator do processo, Ernando Uchoa Lima, votou favoravelmente ao retorno do promotor as suas funções e manutenção do vitaliciamento. Um outro conselheiro também votou a favor.
Porém, cinco conselheiros pediram vista do processo para analisá-lo minuciosamente. Ao todo, o CNMP conta com 13 conselheiros. Ainda conforme a assessoria, os conselheiros se comprometeram a voltar ao assunto no dia 2 de junho.
No ano passado, em setembro, o conselho havia afastado o promotor em caráter provisório e suspendeu a decisão do Órgão Especial do MP de São Paulo, que havia determinado a reintegração de Schoedl por entender que ele teria direito ao cargo vitalício.
Mesmo afastado do cargo, o promotor continua recebendo salário e terá direito a ser julgado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e não pelo Tribunal do Júri de Bertioga, já que tem foro privilegiado pelo cargo que ocupa.
Na saída de um luau, em Bertioga, o promotor Thales Ferri Schoedl atirou no estudante Felipe Siqueira Cunha de Souza e no jogador de basquete Diego Mendes Modanez. Eles estavam em um grupo que teria mexido com a namorada de Schoedl.
O promotor alegou legítima defesa, afirmando ter se sentido acuado pelos rapazes, que segundo ele o cercaram, e efetuou os disparos. Diego Mendes não resistiu aos ferimentos e acabou morrendo. Felipe também foi ferido.