Os estudantes da Universidade de Brasília (UnB) decidem hoje (07) se mantêm a ocupação da reitoria ou se cumprem a decisão judicial que determinou a saída deles da sala do reitor Timothy Mulholland. A assembléia-geral - envolvendo os invasores e mais os estudantes que se mantêm no saguão do edifício da reitoria - está prevista para o meio-dia de hoje. Neste domingo, o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar Britto, conversou por telefone com a presidente da União Nacional dos Esdutantes (UNE), Lúcia Stumpf, e com o reitor da Universidade de Brasília (UnB), Timothy Mulholland, buscando intermediar uma solução negociada para o impasse.
“Preocupado com esses acontecimentos, a OAB procurou interceder, buscando uma solução negociada, pois a ninguém interessa que se pratiquem atos de violência, ou mesmo o uso de força para solução de conflitos que podem ser resolvidos por meio do diálogo”, esclareceu Britto, após dialogar com o reitor e a presidente da UNE. Nas negociações, Cezar Britto disse que conta com ajuda do vice-presidente da Seccional da OAB do Distrito Federal e secretário da Comissão Nacional de Defesa das Prerrogativas e Valorização da Advocacia do Conselho Federal da OAB, Ibaneis Rocha. O advogado já procurou contato com a Polícia Federal, na tentativa de evitar que a mesma use a força contra os estudantes.
A partir de 15h, eles prometem se reunir com a direção da UnB e a Polícia Federal para comunicar o resultado da assembléia. A PF negociou com os estudantes, durante o fim de semana, o cumprimento da decisão judicial. Os manifestantes, no entanto, se mantiveram irredutíveis, afirmando que só deixarão a reitoria depois que Mulholland renunciar. A reitoria da UnB descartou essa possibilidade. Para evitar o uso da força, a PF sinalizou que vai esperar pelo menos até a assembléia dos estudantes para agir. Os estudantes da UnB reivindicam a saída de Mulholland por conta de suposto uso irregular de recursos da instituição para mobiliar o apartamento oficial do reitor.
A invasão e ocupação do gabinete começou na última quinta-feira. No dia seguinte, a Justiça Federal determinou a desocupação, instituindo multa ao Diretório Central dos Estudantes (DCE) de R$ 5 mil por hora. Mas a ordem não foi cumprida, e o DCE tenta reverter a decisão.
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