A Câmara dos Deputados rejeitou, há pouco, todos os artigos relativos à lista fechada do projeto de lei que trata da reforma política. Foram 252 votos pela rejeição, 181 contrários e três abstenções. Com isso, o eleitor vai continuar votando nos candidatos a vereador e a deputados estaduais e federais – e não nas listas com os nomes dos candidatos formada pelos partidos como propunha o texto do relator, deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO).
A derrubada de todos os dispositivos que tratam da lista foi muito comemorada pelos deputados em plenário. Eles já haviam rejeitado a preferência para votação da lista flexivel, quando derrotaram por 240 votos a 203 a possbilidade de votar a emenda aglutinativa assinada pelos líderes do PMDB, PT, DEM, PCdoB, PPS e PSB. A proposta, que vinha sendo negociada há mais de dez dias pelos líderes dos seis partidos, criava também o financiamento público flexivel – com a possibilidade de recursos privados para as campanhas de deputados e vereadores, enquanto o financiamento público se destinaria às campanhas majoritárias e às listas partidárias.
Segundo o relator da reforma política, a derrota da lista fechada comprometeu o projeto e acabou com a possibilidade de se instituir o financiamento público exclusivo de campanhas. "A partir de agora foi comprometido o ponto principal da proposta, o alicerce, não tem como discutir mais o financiamento público exclusivo de campanha, porque ele só seria possível se aprovássemos a lista fechada".
Caiado disse que não havia o que comemorar em plenário: "Aquilo é uma vitória envergonhada. Enterraram um projeto que tinha possibilidade de mudar o sistema eleitoral e mantiveram um esquema que só produz escândalos e ingovernabilidade".
Para o deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), vice-líder do governo, o resultado das votações de hoje demonstra que "o que venceu aqui foi a certeza de que o exercício do voto na demcoracia é o único remédio capaz de cicatrizar ferida, corrigir erros e extipar da política os malfeitores". Na opinião dele, "errado seria tirar o direito do cidadão de votar no seu candidato, obrigando-o a votar num partido, a ter um partido – asseguramos a soberania do voto popular".
Ao comentar o resultado da votação, o presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse que é do jogo democrático uns ganharem e outros perderem. Segundo ele, "parece que não há possibilidade de haver financiamento público sem a lista fechada".
Chinaglia informou que na próxima semana vai retomar a votação da reforma política, já que ainda há dois temas pendentes de votação: a fidelidade partidária e o fim das coligações proporcionais. "Vamos continuar discutindo o aperfeiçoamento do sistema político eleitoral brasileiro. Portanto, esse é o começo daquilo que a Câmara já havia produzido em legislatura passada", disse.
PEC 8 valoriza a colegialidade das decisões do STF...
STF: pessoas não concursadas não podem exercer a substituição de cartórios por mais...
Lula assina MP que tributa aplicações financeiras no exterior...
TJ-BA celebra o centenário da morte de Ruy Barbosa com realização de seminário...
Corregedor do CNJ extrapola poder em suspensão de perfis de juízes das redes sociai...
STF decreta prisão preventiva de investigados por vandalismos, violência e atos ant...
Medida provisória zera PIS e Cofins do setor aéreo...
Comissão do Senado debate e aprova sugestões de mudanças no rito, no alcance e nos ...
STF inicia julgamento sobre regra que posiciona membro do MP ao lado do juiz...
Lei de Direitos Autorais não se aplica à criação de formato gráfico para buscas na ...
Câmara Municipal de Salvador não pode reeleger os seus dirigentes mais de uma vez, ...
Ministro Barroso suspende eficácia imediata do piso salarial da enfermagem e pede e...
Efeitos da reforma da Previdência repercutem no Orçamento do ano que vem...
Supremo retoma sessões plenárias com sessão nesta segunda-feira, às 15h...