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Casos suspeitos de microcefalia chegam a 1.761, em 422 cidades

09/12/2015 11:06:00 | 509 pessoas já leram esta notícia. | 5 usuário(s) ON-line nesta página

Ministério da Saúde considera 32 centímetros a medida para identificar se um recém-nascido possui a malformação

O Ministério da Saúde recebeu, até o sábado (5/12), 1.761 notificações de casos suspeitos de microcefalia em 422 cidades de 14 unidades federativas. Em Pernambuco, primeiro estado a registrar o aumento do número de casos, há 804 suspeitas, seguido pela Paraíba, 316, e Bahia, 180. No Distrito Federal, está em análise somente uma ocorrência. Estão sendo investigadas 19 mortes de bebês com microcefalia e suspeita de infecção pelo vírus zika, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti e responsável pelo surto da condição congênita.

A pasta anunciou ainda a mudança de protocolo de notificação e assistência à crianças com a malformação. Desde da última segunda-feira (7/12), o Ministério considera 32 centímetros a medida para identificar se um recém-nascido possui microcefalia, assim como determina a Organização Mundial de Saúde (OMS). Antes, o perímetro cefálico (PC) considerado normal deveria ser maior que 33 centímetros, para incluir um maior número de crianças na investigação e ajudar na compreensão do surto, segundo a pasta. Os casos agora serão classificados em notificados confirmados e descartados. Claudio Maierovitch, diretor do Departamento de Vigilância Epidemiológica do Ministério, afirmou que "é uma proporção razoável a de crianças no limite da curva, entre 32cm e 33cm", entretanto, ainda não há dados oficiais de quantas suspeitas serão descartadas com a mudança de parâmetro.

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No sábado passado, a presidente Dilma Rousseff lançou um plano de enfrentamento à microcefalia causada pela infecção por zika, em Recife (PE). Além da intensificação do combate ao mosquito Aedes aegypti, vetor de transmissão de dengue, zika e chikungunya, o governo prometeu a abertura de mais centros de reabilitação para as crianças portadoras de microcefalia, que precisam de tratamentos com terapeutas, fonoaudiólogos e fisioterapeutas devido aos comprometimentos mentais e motores que a condição gera.

Fonte Correio Braziliense