A CPI mista (com deputados e senadores) dos Cartões Corporativos vai ouvir nesta terça-feira o ex-ministro do Orçamento Paulo Paiva, da gestão Fernando Henrique Cardoso; o procurador do Ministério Público no TCU (Tribunal de Contas da União), Marinus Eduardo Marsico; e o representante do Ministério Público junto ao TCU Jorge Pereira de Macedo.
Amanhã, prestarão depoimentos os ministros Paulo Bernardo (Planejamento) e Jorge Hage (Controladoria Geral da União). Bernardo é o responsável pela reorientação para o uso dos cartões, dos veículos oficiais e também do auxílio-moradia, além de estudos que tratam do pagamento de diárias a ministros.
Já Hage é o responsável pelo trabalho de equipes de auditores que analisam os dados enviados pelos ministros, autoridades e servidores federais que utilizam cartões corporativos. Recentemente a CGU concluiu que a ex-ministra Matilde Ribeiro terá de dar explicações sobre o uso dos cartões --ela deixou o governo sob a acusação de irregularidades na utilização dos cartões.
Na semana passada, o relator da CPI, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), avisou que os trabalhos da comissão não serão afetados pelo feriado da Semana Santa. Ele afirmou que a idéia é justamente o oposto: realizar sessões nesta terça e quarta-feira para tomar depoimentos e discutir atividades na quinta-feira --véspera do feriado.
"Vamos trabalhar direto e aproveitar o tempo. Os convidados já confirmaram presença, então vamos seguir adiante", disse o deputado. "No que depender de mim, todos os depoimentos serão abertos", reiterou, referindo-se também às audiências nas quais serão ouvidos militares.
Depois do feriado, Sérgio disse que o objetivo é ouvir, no dia 25, o ministro Jorge Félix (Gabinete de Segurança Institucional) e o ex-ministro Alberto Cardoso, que desempenhava a mesma função no governo do ex-presidente FHC.
O relator afirmou que quer saber deles o que deve ser considerado "sigiloso" e o que pode ser "divulgado".
No mesmo dia dos generais Félix e Cardoso, a CPI pretende tomar depoimentos dos representantes da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de seu antecessor.
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