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Estimativa é de que três milhões foram às ruas contra Dilma e Lula

14/03/2016 11:37:00 | 504 pessoas já leram esta notícia. | 11 usuário(s) ON-line nesta página

Em protestos articulados por todo o país, milhares de pessoas pedem o fim da corrupção, o impeachment da presidente Dilma e a saída do PT do governo

Bonecos do Pixuleco e o juiz Sérgio Moro foram as estrelas das manifestações que ocuparam as ruas de cidades de 23 estados e 16 capitais durante todo o domingo. Os protestos começaram cedo e encerraram por volta das 14h em capitais como Brasília, Recife, Maceió, Belo Horizonte e Salvador. Em Porto Alegre e São Paulo, as manifestaçõesforam à tarde. De acordo com os organizadores dos protestos - o Movimento Brasil Livre e o Vem pra rua - , o número de manifestantes teria sido superior a três milhões. Embalado pelas revelações da delação premiada do ex-líder do governo no Senado Delcídio Amaral (PT-MS) e da condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no depoimento à Polícia Federal, este foi o maior ato de protestos contra o governo da presidente Dilma Roussef.

Em Recife (PE), a manifestação começou por volta de 10h e reuniu 150 mil pessoas na praia de Boa Viagem, segundo estimativas da Polícia Militar. Três trios elétricos e um carro de som puxavam os protestos no bairro nobre da capital pernambucana. Vestidos com camisetas amarelas e verdes, cena que se repetiu em todo o país, os pernambucanos seguravam faixas e cartazes que pediam o impeachment da presidente e a saída do PT do governo.

Em Salvador (BA), cerca de 20 mil pessoas participaram do protesto que teve início no farol da Barra, uma das áreas mais turísticas da capital baiana, e seguiu até o Mirante Cristo da Barra. Ao chegar ao destino final, os manifestantes rezaram um Pai Nosso e fizeram uma salva de palmas para o juiz Sérgio Moro, responsável pelo julgamento dos processos da Operação Lava-Jato.

A Praça da Liberade, em Belo Horizonte (MG), foi tomada por 30 mil manifestantes, segundo estimativas da Polícia Militar. Esse foi considerado o maior protesto em favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff na capital mineira. Bandeiras, cartazes em homenagem a Sergio Moro e muitas caras pintadas marcaram os protestos mineiros. Em Maceió (AL), houve trio elétrico e coreografia, e Belém (PA) levou 50 mil pessoas às ruas, segundo os organizadores do evento. A Polícia Militar disse que não se pronunciaria quanto ao número de participantes na capital paraense.

Em Porto Alegre (RS), o protesto contra a corrupção e pela saída de Dilma Rousseff teve início por volta das 15h, quando os manifestantes começaram a chegar ao Parque Moinhos de Vento. A capital gaúcha também foi palco de uma pequena manifestação de apoio à presidente. Segundo a Brigada Militar, cerca de 600 pessoas se reuniram no Parque Farroupilha. Organizadores do Movimento Brasil Livre e Vem pra rua, responsáveis pelos protestos contra o governo e a corrupção, e os da Frente Brasil Popular, em apoio ao PT, garantiram que as manifestações foram planejadas de maneira que os dois grupos não se encontrassem.

Curitiba (PR), de onde o juiz Sérgio Moro trabalha nos processos que desencadearam a Lava-Jato, viu cerca de 200 mil pessoas saírem às ruas em apoio à operação. Com máscaras do juiz, um grupo de manifestantes criou um bloco SomosTodosSergioMoro, que se juntou ao protesto na Praça Santos Andrade, no centro da capital paranaense.

Protesto reúne 100 mil em Brasília
Se a quantidade de manifestantes é um termômetro para medir a pressão que as ruas podem fazer no governo durante os atos pró-impeachment, ontem, em Brasília, não estava tranquilo, muito menos favorável para a presidente Dilma Rousseff. A Esplanada dos Ministérios recebeu 100 mil pessoas, de acordo com a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), vestidas com as cores da bandeira do Brasil a favor da saída do PT do poder. O número é o dobro do registrado em 15 de março de 2015, quando o ato reuniu cerca de 50 mil manifestantes, saldo até então mais significante das últimas manifestações (leia quadro). O protesto se iniciou por volta de 8h30 e durou cerca de cinco horas.

Fonte Correio Braziliense