O governo federal prepara uma proposta para anistiar cerca de 50 mil estrangeiros que vivem ilegalmente no país. O secretário-executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto, afirmou nesta terça-feira que o objetivo é legalizar a situação dessas pessoas e obter como contrapartida a mesma reação dos países que abrigam os imigrantes brasileiros.
Barreto disse que há cerca de 4 milhões de brasileiros vivendo de forma clandestina no exterior. De acordo com os dados sobre imigração, a maior parte dos brasileiros não-legalizados mora nos Estados Unidos e no Japão.
Há dez anos, o governo federal concedeu a chamada anistia geral aos estrangeiros. Na ocasião, os interessados deveriam procurar os órgãos federais ligados ao Ministério da Justiça em busca da legalização.
Levantamento realizado pelo Instituto Migrações e Direitos Humanos, em 1998, identificou que 40.909 pessoas procuraram os órgãos federais para legalizar sua situação.
Deste total, segundo a organização, a maioria era formada por chineses, bolivianos, argentinos, uruguaios, coreanos, libaneses, peruanos, chilenos, paraguaios e portugueses.
Em março, o Serviço Pastoral dos Imigrantes, ligado à CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), concluiu estudo informando que a maioria dos imigrantes ilegais no vivem no país são de origem latina-americana --paraguaios, bolivianos, colombianos, peruanos, argentinos e chilenos.
De acordo com a organização não-governamental, os estrangeiros que moram no Brasil de forma ilegal vivem em condições precárias. As dificuldades dos estrangeiros, segundo especialistas, referem-se ao idioma e também ao preconceito, barreiras que atrapalham na busca por emprego.
RENATA GIRALDI
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