O ministro Paulo Bernardo (Planejamento) sinalizou que o governo chegou no limite das negociações com os servidores de universidades federais e com os fiscais agropecuários. No caso desses últimos, que retomaram a greve ontem, ele afirmou que essa paralisação beira a chantagem e que esses servidores poderão sofrer o desconto dos dias parados.
"Vamos disputar na Justiça. Cortar o ponto. E para falar a verdade, não podemos ficar em uma negociação na base da chantagem", afirmou nesta quarta-feira.
No início da greve, os fiscais reivindicavam reajuste de 45%. O Ministério do Planejamento ofereceu 20,3% parcelados em três anos. Uma decisão na Justiça obriga que ao menos 30% desses profissionais trabalhem, sendo que o percentual pode chegar a 60% em alguns serviços. Eles são responsáveis, por exemplo, pela liberação dos produtos agropecuários que são exportados.
Para o ministro, eles aproveitam da possibilidade de poder parar as exportações para fazer chantagem com o governo. Afirmou ainda que já pediu aos deputados da base ruralista que não apoiem essa paralisação.
A primeira paralisação dos fiscais agropecuários durou do dia 18 ao dia 28 de junho. A segunda, do dia 24 de julho ao dia 3 de agosto. A greve foi retomada ontem.
Sobre o projeto de lei que regulamenta o direito de greve dos servidores públicos, Bernardo afirmou que ele será enviado ao Congresso Nacional e que é necessário para que não ocorram abusos.
Isso precisa ser resolvido logo. O país tem que ter uma normatização sobre essa questão", disse.
O governo também tem conversado com sincatos sobre o projeto de lei que limita a 1,5% de aumento real o crescimento real da folha de salário do governo federal.
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