Macapá, Brasil, 13/02 - Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da França, Nicolas Sarkozy, discutiram terça-feira a criação de um centro de pesquisas científicas que estude a Amazônia e do qual possam participar todos os países da região.
A criação de uma universidade binacional ou regional destinada a estudar a biodiversidade da Amazônia foi um dos assuntos abordados no encontro de trabalho que os chefes de Estado de ambos os países tiveram numa localidade da Guiana Francesa na fronteira com o Brasil.
Na conferência de imprensa que concedeu Lula destacou a ideia da universidade como um dos principais resultados do encontro com Sarkosy.
"Os nossos ministros de Educação e de Ciência e Tecnologia vão estudar a ideia para que possamos assinar um acordo que envolva todos os países que integram a Amazónia", afirmou o presidente brasileiro.
A iniciativa, acrescentou Lula, permitirá o estabelecimento das bases do projecto brasileiro de promover o desenvolvimento sustentável da Amazónia e o estudo mais a fundo, com interesses nacionais e humanitários, da rica biodiversidade da região.
Nesse sentido, o governante rejeitou as iniciativas de alguns países, principalmente europeus, para que a Amazónia seja considerada um santuário.
"Com certeza, cientistas dos dois países discutirão esse projecto. É necessário que as universidades sejam convidadas para este debate para ver se é possível tornar realidade um projecto que será de um valor extraordinário para a Amazônia", afirmou.
"Um estudo mais profundo da Amazónia permitirá que todos os países que a integram dêem um salto de qualidade", acrescentou. Lula destacou que a Guiana Francesa, território ultramarino da França, transforma este país no único da Europa que pode discutir a Amazónia como país amazónico.
"A França tem o privilégio de ter fronteiras numa região que é vista pelo mundo como a principal salvação do planeta", afirmou o presidente brasileiro na entrevista que concedeu ao lado de Sarkozy.
"A ideia é que comecemos a discutir juntos a biodiversidade e investiguemos cientificamente o que a Amazónia pode fazer para ajudar a humanidade", concluiu.
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