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Ministério da Educação preocupado com justificativas apresentadas por cursos de Direito deficientes

31/10/2007 | 3023 pessoas já leram esta notícia. | 41 usuário(s) ON-line nesta página

Das 89 faculdades de Direito notificadas por deficiência na formação de seus alunos, 27 acreditam que estão bem estruturadas e não precisam corrigir eventuais falhas. A informação foi divulgada pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, durante entrevista coletiva hoje, em Porto Alegre. "Essa resposta é preocupante porque os (diretores dos) cursos não fizeram diagnósticos, dizem que não há nada a corrigir e não se mostram dispostos a passar por uma reestruturação", avaliou.

A atual discussão sobre a qualidade do ensino de Direito começou no final de setembro, quando o Ministério da Educação (MEC) revelou que havia cruzado dados dos cursos no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) de 2006 com o desempenho dos alunos no exame nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e encontrado 89 escolas com desempenho muito baixo. As faculdades foram notificadas para apresentar um diagnóstico de seus problemas e planos para melhorar seus desempenhos. Todas responderam. Entre elas, 62 admitiram algumas falhas e mostraram disposição para corrigir problemas.

Haddad não citou os principais problemas reconhecidos pelos cursos, nem as propostas e nem os nomes das faculdades que admitiram ou não admitiram deficiências. A análise das respostas e a posterior divulgação dos dados será feita por uma comissão formada por 15 especialistas em ensino de Direito indicados pela Associação Brasileira de Ensino do Direito (ABEDi), MEC e OAB. "As conseqüências para os cursos vão desde a assinatura de um termo de compromisso para ajustes até, no limite, algo que nós não desejamos fazer, a eventual suspensão do processo seletivo", reiterou o ministro.

Fonte Agência Estado