A Procuradoria da República no Distrito Federal (DF) informou ontem (4), por meio de nota, que começou a analisar documentos que podem resultar em uma investigação criminal sobre o ex-ministro da Casa Civil Antonio Palocci. O Ministério Público quer saber se Palocci cometeu crimes na gestão da empresa de consultoria Projeto, que funcionou quando ele era parlamentar. O caso provocou a demissão do ex-ministro do governo de Dilma Rousseff.
De acordo com o Ministério Público, novas provas que podem implicar Palocci criminalmente surgiram no processo cível que apura se o enriquecimento do ex-ministro, entre 2006 e 2010, é compatível com o faturamento da sua empresa de consultoria.
Os dados foram encaminhados à Procuradoria-Geral da República (PGR) em agosto, uma vez que o procurador-geral Roberto Gurgel havia determinado, em junho, o arquivamento de um primeiro pedido de investigação criminal contra Palocci.
Apesar de Palocci não ter mais foro privilegiado, os procuradores decidiram enviar as informações primeiro à PGR, porque o procurador-geral tratou primeiro do assunto. A legislação determina que só é possível reabrir investigações em um caso já arquivado quando surgem novas provas.
Apesar de Gurgel ainda não ter respondido o ofício, os procuradores entendem que o sinal verde foi dado hoje, informalmente, em matéria veiculada no jornal Folha de S.Paulo. "Eles podem abrir sem qualquer problema", disse Gurgel ao jornal.
De acordo com a Procuradoria da República no DF, as investigações estão sob responsabilidade do procurador Gustavo Pessanha Velloso, titular do 3º Ofício Criminal. Caberá a ele a decisão sobre a eventual abertura de inquérito criminal, após análise da documentação recebida.
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