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Ministro da Justiça empossa novo diretor da Policia Federal

04/09/2007 | 1317 pessoas já leram esta notícia. | 26 usuário(s) ON-line nesta página

O ex-secretário Nacional de Segurança Pública (Senasp), Luiz Fernando Corrêa, tomou posse na tarde desta segunda-feira (3) como novo diretor-geral da Polícia Federal (PF). A solenidade contou com a presença do ministro da Justiça, Tarso Genro, do ex-ministro Marcio Thomaz e do ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Jorge Armando Félix, além de parlamentares, militares e representantes do Judiciário e Ministério Público.

De acordo com o ministro Tarso Genro, a efetividade de Correia como diretor-geral da PF, dará continuidade ao trabalho que já vinha sendo realizado pelo delegado Paulo Lacerda – que agora comandará a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN). “A PF terá um chefe da mesma tradição do delegado Lacerda. O importante é que ela continue fazendo parte de uma política de Estado, isenta. Continue fora de qualquer jogo político”, afirmou o ministro

Genro declarou que as mudanças serão para aperfeiçoar o trabalho e que não haverá nenhuma redução nas ações por parte da PF. E ressaltou que a imagem das pessoas investigadas pela instituição será preservada, para não dar margem á eventuais críticas, como já havia dito o ex-diretor geral, Paulo Lacerda.

O ministro agradeceu a Lacerda pelos serviços prestados e lembrou que a PF atualmente é respeitada não só no Brasil mas em toda a América Latina e no mundo. “Não é fácil se manter blindado às pressões políticas, desejos partidários e pressões protecionistas”. O ministro destacou que, como parte do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), a PF também terá a função de coordenar um processo de relações institucionais entre as unidades da federação.

O novo diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, disse que o primeiro desafio será buscar a normalidade institucional, estabelecendo condições de trabalho e de controle para o órgão. “A elaboração da lei orgânica da Polícia Federal é um compromisso da nova direção”, ressaltou. Segundo Correa, a área de inteligência deve ser aprimorada ainda mais. “Não nos resta outro caminho a não ser trabalhar e trazer a experiência de pactuação federativa que a Senasp nos deu, para buscar um Brasil mais seguro”, completou.

Despedida

No cargo desde oito de janeiro de 2003, o delegado Lacerda lembrou de algumas de suas realizações, entre elas o resgate da corregedoria da corporação e a articulação com o poder judiciário. “Houve um avanço no enfrentamento as organizações criminosas. Este êxito vem sendo reconhecido pelas polícias estaduais”, disse, lembrando que hoje onze secretários estaduais de segurança são da PF.

Lacerda também ressaltou a reestruturação organizacional da categoria, a criação da assessoria de controle interno e das unidades de repressão  contra crimes de meio-ambiente, tráfico e patrimônio. Além disso, destacou o aumento substancial no número de policiais federais, que passou de novel mil, para treze mil e seiscentos atuais. Paulo Lacerda disse, ainda, que Manual Operacional da PF está pronto e vai entrar em vigor.

 

Fonte MJ