O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki suspendeu liminarmente a operação Métis, da Polícia Federal, que culminou na prisão de quatro policiais legislativos no Senado Federal, suspeitos de fazerem varreduras na casa de senadores para obstruir a operação Lava-Jato. Teori determina a suspensão do processo e o remetimento dos documentos da 10a Vara Federal, que expediu os mandados, para o STF, para que a Corte resolva se os atos foram legais. A decisão tem efeito imediato.
O ministro do Supremo tomou a decisão em resposta à uma reclamação feita pelo policial legislativo Antonio Tavares dos Santos Neto, um dos alvos da ação. Tavares pediu a anulação do processo alegando que a PF usou meios ilícitos para investigar senadores e "usurpou" a competência da Suprema Corte. Os parlamentares têm foro privilegiado e, portanto, só poderiam ser investigados pelo STF. A PF, porém, alegou ter cumprido as ordens determinadas por um juiz de primeiro grau porque os mandados foram expedidos contra os agentes de polícia legislativa, que não têm o benefício.
Teori, porém, entendeu que os agentes só agem com ordens dos senadores, "o que indica desde o primeiro momento a inafastavel participacao de parlamentares nos atos investigados", conforme o ministro coloca na ação. "Nessa linha, o exame dos autos na origem revela, em cognição sumária, que, embora a decisão judicial ora questionada não faça referência explicita sobre possível participação de parlamentar nos fatos apurados no juízo de primeiro grau, volta-se claramente a essa realidade", diz a decisão.
A insatisfação de Renan com a operação levou a troca de farpas públicas entre o peemedebistas e a presidente do STF, Cármen Lúcia. Na segunda-feira, o presidente do Senado chamou de "juizeco" o magistrado Vallisney de Souza Oliveira, da 10a Vara Federal, que autorizou a prisão de policiais legislativos no âmbito da Operação Métis. Ainda disse que o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, age como um "chefete da polícia" e que condena "práticas fascistas".
Operação Métis
Na última sexta-feira, a Polícia Federal deflagrou a Operação Métis, em que quatro policiais legislativos do Senado, entre eles o diretor da Secretaria de Polícia, Pedro Araújo, acabaram detidos por suspeita de ordenar varreduras na casa de senadores para obstruir a Lava-Jato.
Segundo a investigação, os policiais conduziram varreduras nas casas da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), Fernando Collor (PTC-AL), e dos ex-senadores Edison Lobão Filho (PMDB-MA) e do ex-senador José Sarney (PMDB-AP), alguns fora de Brasília, e em dias próximos a ações de busca e apreensão da Lava-Jato. As prisões foram autorizadas pelo juiz da 10a Vara Federal, Vallisney de Souza Oliveira.
PEC 8 valoriza a colegialidade das decisões do STF...
STF: pessoas não concursadas não podem exercer a substituição de cartórios por mais...
Lula assina MP que tributa aplicações financeiras no exterior...
TJ-BA celebra o centenário da morte de Ruy Barbosa com realização de seminário...
Corregedor do CNJ extrapola poder em suspensão de perfis de juízes das redes sociai...
STF decreta prisão preventiva de investigados por vandalismos, violência e atos ant...
Medida provisória zera PIS e Cofins do setor aéreo...
Comissão do Senado debate e aprova sugestões de mudanças no rito, no alcance e nos ...
STF inicia julgamento sobre regra que posiciona membro do MP ao lado do juiz...
Lei de Direitos Autorais não se aplica à criação de formato gráfico para buscas na ...
Câmara Municipal de Salvador não pode reeleger os seus dirigentes mais de uma vez, ...
Ministro Barroso suspende eficácia imediata do piso salarial da enfermagem e pede e...
Efeitos da reforma da Previdência repercutem no Orçamento do ano que vem...
Supremo retoma sessões plenárias com sessão nesta segunda-feira, às 15h...