O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, recebeu hoje (14) em audiência os presidentes da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Fernando Mattos, e da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Luciano Athayde, que estavam acompanhados de juízes federais e trabalhistas. Segundo Mattos, as associações de classe manifestaram ao ministro Gilmar Mendes o apoio para que os projetos desenvolvidos pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) - como os Mutirões Carcerários, o Começar de Novo e o estabelecimento de metas estratégicas para o Judiciário - continuem após o fim de sua gestão.
"Nós viemos trazer a palavra de apoio dos juízes federais a esses projetos e também de reconhecimento ao trabalho que foi feito pelo ministro Gilmar e por toda a sua equipe, inclusive por colegas que prestaram auxílio ao STF e ao CNJ e dizer ainda que as associações estão imbuídas do espírito para que essas ações continuem. Nós estaremos à disposição da próxima administração do STF e do CNJ, dando todo o apoio necessário", disse o presidente da Ajufe.
O presidente da Anamatra, Luciano Athayde, lembrou que esta foi a última audiência dos representantes das associações de classe da magistratura com o ministro Gilmar Mendes, já que sua gestão termina na próxima semana. Segundo ele, a relação das associações com o STF tem melhorado a cada gestão. "Na gestão do ministro Gilmar Mendes houve uma abertura importante para as associações, não somente no STF como no CNJ também, e isso nos deixa muito felizes porque mostra que as associações, o STF e o Poder Judiciário fazem parte de um mesmo processo político de acesso à Justiça, para que ela seja mais acessível e mais justa", disse Athayde.
No tocante aos juízes federais, o presidente da Ajufe reconheceu que nesses dois anos houve momentos de tensão com o ministro Gilmar Mendes, mas a relação da entidade com o presidente do STF sempre foi franca, leal e transparente. "Tivemos momentos de desinteligência e de desentendimento, mas com o diálogo que sempre houve, já que o gabinete do ministro Gilmar sempre esteve aberto aos juízes federais, pudemos superar essas divergências e trabalhar juntos em diversos projetos estratégicos para o Poder Judiciário. Fornecemos cadastro de mais de 30 juízes para participar dos Mutirões Carcerários, há colegas que auxiliaram e auxiliam ainda o ministro Gilmar e por isso a relação da Ajufe com ele foi muito proveitosa e de muito diálogo. É importante que isso seja reconhecido", concluiu Mattos.
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