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MPF/MT e PF desarticulam quadrilha na Operação Sanguessuga

05/05/2006 | 2152 pessoas já leram esta notícia. | 66 usuário(s) ON-line nesta página


A partir de investigações do Ministério Público Federal no Mato Grosso, foi deflagrada hoje, 4 de maio, a Operação Sanguessuga, que desarticulou uma complexa organização criminosa especializada em praticar crimes de fraudes a licitações, corrupção ativa e passiva, tráfico de influência e lavagem de dinheiro em diversos estados e no Distrito Federal. Para tanto, a Justiça Federal do estado expediu mais de 50 mandados de prisão temporária, inquéritos policiais e seqüestro de bens.

A organização, a partir de sua base em Cuiabá, desde o ano de 2001 fornecia criminosamente unidades móveis de saúde, ambulâncias e odontomóveis a prefeituras e organizações da sociedade civil de interesse público (Oscip) de todo o Brasil, apropriando-se de vultosos recursos federais provenientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com as investigações realizadas, verifica-se que a quadrilha tinha como membros servidores públicos lotados no Congresso Nacional, inclusive ex-deputados e assessores, no Ministério da Saúde e em prefeituras. Compunham a quadrilha ainda empresários, "laranjas" e operadores de "caixa". Dessa forma, os membros logravam direcionar recursos provenientes de emendas orçamentárias a convênios firmados entre a União e diversos municípios, já comprometidos a realizar licitações dirigidas à vitória de empresas manipuladas pela quadrilha.

Calcula-se que, entre os anos de 2001 a 2005, o grupo desarticulado na operação de hoje tenha movimentado ilicitamente recursos públicos federais da ordem de 110 milhões de reais. A Operação Sanguessuga foi realizada nos estados do Acre, Amapá, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e no Distrito Federal.

Segundo dados da Polícia Federal, até o fim da tarde de hoje 46 pessoas foram presas, entre elas os ex-deputados Carlos Rodrigues (PL-RJ) e Ronivon Santiago (PP-AC), e 53 mandados de busca e apreensão foram cumpridos. Todos os presos devem ser levados para o Mato Grosso.

As investigações prosseguem para identificar possíveis outros envolvidos no complexo esquema delitivo.

Fonte PGR