Alvo de denúncias de irregularidades, o ministro do Esporte, Orlando Silva, confirmou que estará nesta terça-feira (18/10) em audiência pública na Câmara dos Deputados para prestar esclarecimentos. A audiência, prevista para as 14h30, reúne as comissões de Turismo e Desporto, Fiscalização e Controle.
O presidente da Comissão de Turismo e Desporto, deputado Jonas Donizete (PSB-SP), disse ontem que Silva pediu a convocação da audiência e comprometeu-se a comparecer. Até quinta-feira (20), ele deverá ir ao Senado para falar sobre o mesmo assunto. Segundo Donizete, não haverá blindagem para proteger o ministro.
Em reportagem da revista Veja desta semana, o policial militar João Dias Ferreira disse que o ministro integra um esquema de desvio de dinheiro do Programa Segundo Tempo. Pelo programa, há a distribuição de recursos a organizações não governamentais com o objetivo de motivar jovens à prática de atividades esportivas.
Na audiência pública, o ministro deverá responder também a perguntas sobre a Lei Geral da Copa. O assunto é considerado polêmico porque a Federação Internacional de Futebol (Fifa) diverge do governo em vários aspectos e cobra mudanças.
O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), informou que Silva deverá retornar ao Congresso para prestar esclarecimentos no Senado. Jucá disse que há nas comissões de Educação e de Fiscalização e Controle requerimentos solicitando a presença de Silva e explicações sobre a reportagem da Veja.
"Delegacia de polícia, não. O ministro vai explicar [no Congresso] o que ocorreu. Se houver algo para ser investigado, quem vai cuidar é a Polícia Federal, o Ministério Público e o Tribunal de Contas da União. Não vai ser a delegacia do Senado", disse Jucá.
No entanto, a oposição promete levar adiante a decisão de investigar as informações contidas na reportagem da revista. O líder do PSDB, senador Álvaro Dias (PR), apresentou requerimento e protocolou representação na Procuradoria-Geral da República para que sejam apuradas as responsabilidades cíveis, administrativas e penais do ministro e do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, ex-ministro do Esporte, nas denúncias de desvio de verbas.
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