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Polícia Federal e Poder Judiciário decidem aderir à paralisação

01/08/2012 | 2633 pessoas já leram esta notícia. | 1 usuário(s) ON-line nesta página
Manifestantes tomaram parte da Esplanada dos Ministérios nessa terça-feira por aumento de salários. Sósia de Dilma Rousseff animou grevistas. Foto: Correio Braziliense

As últimas decisões do governo federal em relação à campanha salarial de 2012 dos servidores públicos federais exaltaram os ânimos dos grevistas. A suspensão das negociações, o adiamento do prazo para apresentação de uma proposta às reivindicações e o Decreto nº 7.777, que permite a substituição dos trabalhadores parados por terceirizados e funcionários de estados e municípios, caíram como baldes de água fria sobre as lideranças sindicais. Com as determinações da Presidência da República, trabalhadores de outros órgãos já falam em engrossar a paralisação nacional nos próximos dias.

Aproveitando as atenções para o julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), o Judiciário já sinalizou que cruzará os braços nas primeiras semanas de agosto. A Polícia Federal promete para o fim da tarde desta quarta-feira (1º/8) uma vigília em frente ao Palácio do Planalto, e não descarta a possibilidade de greve geral. Também nesta quarta, às 9h, os fiscais federais agropecuários farão assembleia para definir se aderem à paralisação nacional.

No caso da Justiça Federal, a previsão é de que a categoria interrompa as atividades até 15 de agosto, prazo para que o STF encaminhe uma proposta com os pedidos de reajuste ao Ministério do Planejamento. Nessa data, os servidores devem participar de uma marcha nacional organizada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) na Esplanada dos Ministérios.

Fonte Correio Braziliense