Em depoimento à CPI do Cartão Corporativo, o procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), Marinus Marsico, defendeu nesta terça-feira a suspensão do uso dos cartões na administração federal até que haja reforço no controle dos gastos e punição dos autores de despesas indevidas.
- Os controles que existem atualmente são insuficientes para evitar os desvios - afirmou o procurador, que já apresentou um pedido de liminar ao TCU para suspender o uso dos cartões.
Marsico também atacou as razões de segurança nacional invocadas pela Presidência da República para ocultar a maior parte dos gastos dos ecônomos responsáveis por compras para o Palácio do Planalto e a família do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o procurador, os cartões não são o instrumento adequado para o pagamento de despesas sigilosas.
- Não consigo ainda vislumbrar como o cartão corporativo pode ser usado para gastos sigilosos. É um meio eletrônico, facilmente identificável. A administradora do cartão tem acesso a esses dados - lembrou Marsico.
A CPI ouve ainda hoje o depoimento de representantes do TCU e do ex-ministro do Planejamento Paulo Paiva, que introduziu o uso dos cartões no governo Fernando Henrique Cardoso.
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