Auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) aponta uma série de irregularidades nos processos administrativos referentes à entrega de imóveis de uso especial da União.
O relatório do TCU conclui que 571 imóveis da União, totalizando um patrimônio de R$ 2,6 bilhões, estão vagos, e que isso contraria o princípio da eficiência, uma vez que a administração dessas propriedades gera custos para os cofres públicos.
Segundo o documento, publicado hoje (12) com base em dados levantados junto à Secretaria do Patrimônio da União (SPU), vários cadastros desses imóveis não estão certificados. Uma das consequências apontadas pelos auditores do TCU é a possível existência de registros incorretos que podem mascarar a situação cadastral dos imóveis de uso especial da União, prejudicando a análises qualitativa e quantitativa da situação.
Um exemplo citado no relatório que pode ter sua origem na falta de uma supervisão adequada é o caso de imóvel destinado ao Ministério da Educação (MEC) no Setor de Grandes Áreas Norte, área nobre de Brasília. De acordo com os autos avaliados pelo tribunal, entre 1978 e 2001 o MEC não utilizou o imóvel, e por isso preferiu devolvê-lo à União. Ao ser realizada uma vistoria no local, ficou constatado que o local estava sendo usado como estacionamento. Além disso, era ocupado por um lava-jato e uma pequena oficina.
Para os auditores, diante dos fatos apontados no documento e do tempo em que o imóvel ficou vago, sujeito a invasões e utilização indevida, ficou demostrada a falta de vistorias para confirmar se ele estava sendo utilizado com a finalidade para qual ele foi destinado.
Outro ponto levantado pelo TCU é a falta de vistorias realizadas no momento da entrega do imóvel ao futuro morador, o que para, os auditores, dificulta a comparação da situação física do local no momento da devolução.
Segundo o relator do processo, o ministro Valmir Campelo, as falhas e fragilidades identificadas na auditoria decorrem da precária situação generalizada das Gerências do Patrimônio da União. “Trata-se de um órgão que sofre de carência crônica de recursos financeiros, materiais e de pessoal, o que se reflete em uma grave incapacidade operacional e administrativa que impossibilita a Secretaria do Patrimônio da União e às suas unidades regionais desempenhar a contento suas inúmeras atribuições”, avalia.
Procurada pela Radiobrás, a Secretaria do Patrimônio da União, por meio da assessoria de imprensa, disse que a diretoria da instituição ainda não tem nenhuma posição sobre o teor do relatório e que vai analisá-lo nas próximas horas.
PEC 8 valoriza a colegialidade das decisões do STF...
STF: pessoas não concursadas não podem exercer a substituição de cartórios por mais...
Lula assina MP que tributa aplicações financeiras no exterior...
TJ-BA celebra o centenário da morte de Ruy Barbosa com realização de seminário...
Corregedor do CNJ extrapola poder em suspensão de perfis de juízes das redes sociai...
STF decreta prisão preventiva de investigados por vandalismos, violência e atos ant...
Medida provisória zera PIS e Cofins do setor aéreo...
Comissão do Senado debate e aprova sugestões de mudanças no rito, no alcance e nos ...
STF inicia julgamento sobre regra que posiciona membro do MP ao lado do juiz...
Lei de Direitos Autorais não se aplica à criação de formato gráfico para buscas na ...
Câmara Municipal de Salvador não pode reeleger os seus dirigentes mais de uma vez, ...
Ministro Barroso suspende eficácia imediata do piso salarial da enfermagem e pede e...
Efeitos da reforma da Previdência repercutem no Orçamento do ano que vem...
Supremo retoma sessões plenárias com sessão nesta segunda-feira, às 15h...