O presidente Michel Temer afirmou nesta terça-feira (8), em um seminário em Brasília, que seu governo está "desmontando um ciclo perverso" da crise econômica. Segundo o peemedebista, será necessário um trabalho "extraordinário" para superar as dificuldades econômicas e fazer o país retomar o crescimento.
Temer deu a declaração na abertura do seminário Infraestrutura e Desenvolvimento do Brasil, promovido pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e pelo jornal "Valor Econômico". Além do presidente da República, também participaram do evento o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o secretário do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Moreira Franco.
"A superação dessa crise tão aguda exige um cuidado, um trabalho extraordinário que nos permita seguir adiante. E me permita dizer que esse é um ciclo perverso que estamos desmontando", declarou Temer ao discursar no seminário.
O peemedebista disse ainda que assumiu a Presidência com uma dívida pública crescente e "níveis alarmantes" de desemprego.
Ao falar de incentivos para o setor de serviços, Temer ressaltou que, às vezes, "sente no ar" que as pessoas querem combater o desemprego sem incentivar a iniciativa privada. Na visão dele, "há um certo preconceito" com a atividade empresarial.
"Há muito por fazer, mas juntos, com a iniciativa privada, vamos vencer. É disso que precisamos para o Brasil. [...] Quando eu assumi o governo, recebi o país com dívida pública crescente e o desemprego em níveis alarmantes", enfatizou.
Previdência Social
Michel Temer disse aos empresários que enviará ao Congresso Nacional a reforma da Previdência Social depois que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita os gastos públicos pelos próximos 20 anos for aprovada pelo parlamento.
De acordo com a Casa Civil, as sugestões de mudanças nas regras previdenciárias já estão prontas para serem encaminhadas ao Legislativo.
"Temos de pôr o dedo nessa ferida. São quase R$ 150 bilhões de déficit. Os estados estão praticamente quebrados, fruto da Previdência Social. Os governadores têm nos procurado para serem incorporados nessa tarefa federativa, de levar isso ao Congresso Nacional. É uma matéria que temos de levar adiante."
Bolsa Família
Em seu discurso, o presidente da República destacou não há necessidade de manter o Bolsa Família por um longo período, ainda que ele tenha destacado que "revalorizou" o programa. Na avaliação de Temer, a iniciativa de transferência de renda deve ser somente uma "passagem".
"Temos uma sociedade muito facetada. Gente rica, classe média, pobre e paupérrima. Ninguém espera falar do Bolsa Família daqui a 20 anos. Deve ser uma passagem, de modo que não haja mais necessidade para o Bolsa Família. Mas, por enquanto, há. Tratamos de revalorizá-lo em 2,5%."
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