O Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP), rumo a era digital. Essa é a prioridade do Poder Judiciário depois que recebeu equipamentos tecnológicos para implantar o sistema de videoconferência para que todos os presidentes dos Tribunais de Justiça da esfera judiciária possam se comunicar ao mesmo tempo em reuniões através de equipamentos de alta definição.
Com o intuito de agilizar a comunicação entre os tribunais, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) fez a doação de equipamentos de alta definição para a realização de videoconferências. Além do terminal de videoconferência, foi doada também uma TV LCD de 52 polegadas. Os equipamentos permitem uma diversidade de recursos visuais como também a captação e o recebimento de áudio. Desta forma é possível a comunicação com quem também está participando da videoconferência.
Segundo Renato Ribeiro, diretor de divisão de telemática do TJAP, o fornecimento dos terminais aos tribunais fortalecem a proposta do CNJ de incentivar o uso de videoconferências em reuniões de trabalho com os tribunais de Justiça dos estados. “O objetivo é dar mais rapidez às decisões e reduzir custos, com economia de gastos com viagens”, explicou Renato.
Aos tribunais que não possuíam equipamentos, o CNJ fez a doação para garantir a realização das videoconferências, sempre que forem necessárias. Os testes dos equipamentos recebidos pelo TJAP já foram iniciados pelo Diretor de Divisão de Telemática, Renato Ribeiro e pelo Fiscal de Contrato, Walmir Mesquita, responsável técnico da instalação. A partir da data que será oficialmente marcada pelo CNJ é que os presidentes de todos os Tribunais de Justiça da esfera judiciária estadual poderão utilizar os equipamentos de videoconferência.
Saiba mais - Utilizada cada vez com maior frequência, a videoconferência permite a um grupo de pessoas localizadas em lugares distantes realizar reuniões como se estivessem na mesma sala. Os participantes podem conversar entre si e visualizarem-se por meio de um monitor. O sistema permite todas as opções de apresentação e intercâmbio de informação que são possíveis em reuniões presenciais.
A utilização de videoconferência já é uma prática antiga do CNJ. A Resolução nº 105, aprovada em abril, disciplina os procedimentos a serem adotados pelos tribunais e juízos para realização de interrogatórios e inquirição de testemunhas por meio de videoconferência.
A resolução também determina que o CNJ desenvolva e disponibilize a todos os tribunais sistemas eletrônicos de gravação dos depoimentos e de realização de interrogatório e inquirição de testemunhas por videoconferência e que os tribunais deverão desenvolver sistema eletrônico para o armazenamento dos depoimentos documentados pelo sistema eletrônico audiovisual.
De acordo com Walmir Mesquita, Fiscal de Contrato do TJAP, o sistema de videoconferência do Tribunal de Justiça do Amapá ainda está passando por uma etapa técnica de testes. “O sistema ainda não foi inaugurado oficialmente, a data será marcada pelo CNJ com a participação de todos os Presidentes dos Tribunais de Justiça da esfera estadual”, finalizou Walmir.
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