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MP e direção do Hospital Regional de São José divergem sobre infraestrutura da unidade28/7/2010MP e direção do Hospital Regional de São José divergem sobre infraestrutura da unidade A atual situação do Hospital Regional de São José Dr. Homero Miranda Gomes pode ser revertida. Enquanto os doentes esperam pelo atendimento, a direção do Regional e o Ministério Público (MP) de Santa Catarina buscam resultados imediatos para resolver o problema. Porém, as divergências entre eles começam com o número de centro de procedimentos cirúrgicos que estão fechados. Enquanto o MP diz que são cinco, a direção do hospital afirma que dois não estão funcionando. A realidade é que, hoje, pacientes que aguardam em longas filas de espera, e outros, que recebem tratamentos nos corredores da unidade, teriam melhores condições de atendimentos não fosse a falta de estrutura hospitalar e de funcionários. Outra divergência está no número total de centros. De acordo com o MP, são nove salas de cirurgias, conforme levantamento feito em maio deste ano. Mas, nesta terça-feira, o gerente administrativo do Hospital Regional de São José, Fernando Luz, informou que existem 13. Uma ação da Justiça determinou a reabertura de cinco centros de cirurgia que estão fechados desde no início do ano passado, por conta de falta de médicos anestesistas. Segundo o MP, no andamento da ação civil pública foram analisados todos os centros cirúrgicos além de uma série de denúncias que levou ao pedido de medida liminar. Faltam médicos na unidade Foi constatado o deficiente número de médicos anestesistas, o que gerou a suspensão de cirurgias tanto de emergência quanto eletivas. A promotora de Justiça encarregada pelo pedido da liminar, Sonia Maria Demeda Groisman Piardi, também questiona a falta de ortopedistas no atendimento de emergência do hospital: — Foi determinado em 45 dias a abertura de todas as salas, as contratações dos anestesistas e, no mínimo, mais um ortopedista na emergência. Para o diretor do RH, a situação estará resolvida com a chamada dos classificados no concurso público estadual, do dia 2 de julho. Ele acredita que a falta de médicos anestesistas aconteceu porque o salário do Estado é de R$ 6 mil, enquanto os hospitais particulares pagam R$ 8 mil. — Se o quadro de funcionários for resolvido, conseguiremos fazer até cirurgias encaminhadas por outros hospitais — afirma Fernando Luz. O secretário estadual de Saúde, Roberto Hess de Souza, pretende chamar 30 anestesistas na unidade e dois ortopedistas. Souza informa que das 895 vagas abertas no concurso público em todo o Estado, o Hospital Regional de São José tem preferência. Com isso, acredita melhorar o atendimento em agilidade e qualidade. Para Souza as contratações ajudam a reduzir as filas de espera. Estrutura de atendimentos Fonte: Secretaria Estadual da Saúde Diário Catarinense |
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Editor e coordenador do site Prof. Paulo Modesto (UFBA / CCJB) |
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